SEXO FORTE
E dizer, mulher, que te julgaram provinda
Da costela tortuosa do homem,
Como um subproduto do macho,
A quem deves servir em respeitoso silêncio.
E dizer, mulher que te compadeces
Das limitações do teu consorte,
Frágil espécime que te finge senhor
Só para te subjugar, medroso.
E dizer, mulher, que fraca te aparentas,
Tu, parte mais forte da estrutura humana,
Para que teu companheiro se sinta invencível,
Robustecido pelo teu aplauso.
E dizer, mulher, que, no rolar dos séculos,
Escondeste habilmente a tua força intrínseca.
Para que os varões do teu convívio
Não se sentissem confrontados com sua fraqueza.
E dizer, mulher, que, com superior humildade,
Ouviste as reprimendas dos sermões dominicais
Que te acusavam de ser templo do demônio,
Instrumento de perversão dos homens de Deus.
E dizer, mulher, que apesar de tanta injustiça,
Não rasgaste o livro de gênesis
Nem condenaste a estrutura injusta
Que tenta fazer de ti um ser menor.
Pobre homem!
Tanto te teme que te amordaça!

Solange Rech
 

 

 
 
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS !
Não é permitida, sem prévia autorização,
a reprodução desta página.

Obrigada !
WebDesign: Angela Cecilia