A LÁGRIMA AMORTALHADA
A LÁGRIMA AMAORTALHADA
 
Jáz retirada, dentro do peito a vontade da partida!
Permaneço, neste meu jeito, numa instância indefinida!
Não sei se fico ou se vou...
Nem se busco ou perco tudo!
Desgosto-me, do que eu sou!
Acomodo-me e nada mudo!
Eu quisera ser banal!
Despreocupada, isso sim!
Fazer da vida um carnaval,
E não padecer assim!
Até a lágrima me evita
Até ela me despreza
Só minha sombra me visita
Quando m'encontro indefesa!
Por favor lágrima, flui!
Sai do meu peito sofrido!
Faz-me ser, o que não fui!
Chora por mim, eu não consigo!
Lava-me o rosto da poeira
Que o vento da vida lançou!
Escuta a prece derradeira,
Desta alma, que se findou!


Rute Gomes

Imagem de: http://www.marshagraphics.com/

 
 

 

 
 
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