SOLIDÃO
 
SOLIDÃO...

SOLIDÃO

Esta angústia, cruel, que me deprime
E o coração aperta, a mente oprime,
A solidão total, que me aprisiona
Nas catacumbas tétricas de Roma.
Silêncio sepulcral, simula o coma.
O som da voz humana, que não vibra
Meus tímpanos, ansiosos, no aguardo
Do telefone, mudo, que não tine...
As horas não se escoam, congeladas,
São grãos de areia, túrgidos, bloqueados
Da ampulheta no ínfimo gargalo.
A sensação, frustrante, do não ser,
De ao mundo e à humanidade, de esconder,
De ter tudo na vida, e nada ter,
De gozar de saúde e não viver.
O tédio, que me envolve em manto gris,
Desejos de dormir, dormir, dormir...
As coisas que eu queria, e nunca fiz,
Projetos abortados na raiz,
Saudades do futuro, ainda por vir.
Amigos que me amaram, e a quem quis,
Foram meus pais, que há muito já perdi
E, em outra dimensão, estão aqui...

Dr.J.J. Barros
SOLIDÃO

 

 
 
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