TARDE DE CHUVA
 
TARDE DE CHUVA
 
O céu está escuro.
Dia sombrio e consento,
E a chuva continua.
Daqui, do meu humilde aposento,
Olho a água que escorre pela rua.
Fico nostálgico,
E sinto uma imensa saudade tua.
Imito a vidraça, que chora.
Ela chora por fora e eu choro por dentro,
Finjo que sou forte, enxugo os olhos,
E procuro desviar o pensamento.
Sinto que é inútil,
Porque a minha imaginação me arde,
E eu chego a te ver entrando,
Toda molhada e sorridente.
Desculpando-se por estar chegando tarde,
Dizendo que também sentiu saudade.
E que era impossível ficar mais tempo ausente.

Paulo Nillsen Santana

 

 
 
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