AMOR
AMOR
Amor, agora nós vamos à casa
Onde a trepadeira sobe pelas escadas:
Antes que chegues, alcançou teu quarto
O verão nu com pés de madressilva.
Nossos beijos errantes percorrem o mundo:
Armênia, espessa gota de mel desenterrada,
Ceilão, pomba verde, e Yang Tsé separando
Com antiga paciência os dias das noites.
E agora, bem-amada, pelo mar crepitante
Voltamos como duas aves cegas ao muro,
Ao ninho de longínqua primavera,
Porque o amor não pode voar sem deter-se;
Ao muro ou às pedras do mar vão nossas vidas,
A nosso território regressaram os beijos.


Cora Coralina

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AMOR

 

 
 
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