NATUREZA MORTA
NATUREZA MORTA

Na sala fechada ao sol seco do meio-dia
Sobre a ingenuidade da faiança portuguesa
Os frutos cheiram violentamente e a toalha é fria e alva na mesa.

NATUREZA MORTA

Há um gosto áspero de ananases e um brilho fosco de uvaias flácidas
E um aroma adstringente de cajus, de pálidas
Carambolas de âmbar desbotado e um estalo oco
De jaboticabas de polpa esticada e um fogo bravo de tangerinas.

NATUREZA MORTA

E sobre esse jogo
De cores, gostos e perfumes a sala toma
A transparência abafada de uma redoma.


Guilherme de Almeida

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NATUREZA MORTA

 

 
 
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